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A irradiação
de alimentos é tema de pesquisa intensiva desde
a década de 1960.
Tecnicamente, o interesse de irradiar
alimentos está em:
Aplicações
com doses baixas ( < 1kGy)
- Inibição de brotamento de batatas, cebola,
alho, batata doce, proporcionando estocagem de longo
prazo, sem uso de inibidores químicos de brotamento.
- Morte ou esterilização sexual de insetos,
assim prevenindo perdas causadas em grãos de
cerais e estocados, farinhas, frutas secas, nozes e
leguminosas, sem o uso de fumigantes químicos.
- Prevenção da disseminação
de pestes de insetos, no comércio de alimentos.
- Uso como tratamento de quarentena, ao invés
de fumigantes químicos.
Aplicações
com dose média (1kGy - 10kGy)
- Redução das populações
de bactérias, fungos presentes na superfície
ou no interior de alimentos, aumentando assim, a qualidade
da conservação e prevenindo intoxicações
alimentares devidas a Salmonella sp., Shigella sp.,
Campylobacter sp., Yersinia sp. e outros patógenos.
Aplicações
com dose alta (10kGy - 45kGy)
- Destruição de populações
de microrganismos, que promovem estrago de alimentos
- Destruição de patógenos, incluindo
formadores de esporos, tais como Clostridium botulinum.
Os termos para o procedimento de tratar de alimentos
com radiação são:
· RADURIZAÇÃO:
extensão da vida útil do alimento, devida
à redução de contagem microbiana.
· RADICIDAÇÃO: eliminação
de patógenos microbianos.
· RADAPERTIZAÇÃO: esterilização.
No correr dos últimos
40 anos, numerosos países decidiram autorizar a
irradiação de muitos alimentos.
Estudos dos possiveis problemas dos efeitos da radiação
gama comprovaram que não há efeitos negativos
dessa ordem, na irradiação de alimentos.
a. Toxicológicos
b. Nutricionais (sobre o valor nutritivo)
c. Microbiológicos
A irradiação de alimentos tem sido feita
principalmente em especiarias, condimentos e vegetais
desidratados em doses em geral de até 10kGy; existem
autorizações para até 30kGy.
Como em outros materiais, que não alimentos, a
radiação gama atua melhor em produtos secos,
que em líquidos. Estes últimos sofrem maiores
problemas de radiólise.
Do ponto de vista nutricional, as perdas de glícidos
e proteínas são menores. Já as gorduras,
quando em quantidades maiores nos alimentos, rancificam
por oxidação. O processo ocorre mais intensamente
na presença de oxigênio proveniente do ar
ambiente. As irradiações feitas sob atmosfera
de nitrogênio resultam em melhores propriedades
organolépticas para os alimentos.
As organizações internacionais IAEA (Agência
Internacional de Energia Atômica), OMS (Organização
Mundial de Saúde), FAO (Food and Agricultural Organization),
posicionaram-se favoravelmente sobre a salubridade de
alimentos irradiados, já a partir de 1980.
O Codex Alimentarius (organismo composto pela OMS e pela
FAO, ambos da ONU (Organização das Nações
Unidas) vem estudando o assunto de irradiação
de alimentos, estando atualmente em fase IV da aprovação
de irradiação de alimentos em geral, tendendo
a sua aprovação geral, sem estabelecimento
de grupos de alimentos e de doses permitidas.
O FDA norte-americano vem aprovando alimentos para serem
irradiados, desde 1963.
Frangos são irradiados em grande escala para eliminar
Salmonella; a carne vermelha é irradiada, com autorização
desde 1999, como solução para os casos de
síndrome hemolítico-urêmico, causados
por Escherichia coli O157 H7. Essa doença, grave,
causou um número apreciável de mortes por
ingestão de sanduíches de hamburgers.
O Parlamento Europeu da Comunidade Européia aprovou
em fevereiro de 1999 a irradiação de especiarias
e vegetais desidratados com até 10kGy.
Vários organismos internacionais posicionaram-se
favoravelmente à irradiação de alimentos.
ORGANIZATIONS THAT
SUPPORT FOOD IRRADIATION
American Council on Science and
Health
American Dietetic Association
American Farm Bureau Federation
American Feed Industry Association
American Meat Institute
American Medical Association
American Veterinary Medical Association
Animal Health Institute
Apple Processors Association
Chocolate Manufacturers Association
Council for Agricultural Science and Technology
Florida Fruit and Vegetable Association
Food and Drug Administration
Food Distributors International
Food and Agriculture Organization (FAO)
Grocery Manufacturers of America
Health Physics Society
Institute of Food Technologists
International Atomic Energy Agency
International Food Information Council (IFIC)
The Mayo Clinic
Millers' National Federation
National Confectioners' Association
National Cattlemen's Beef Association
National Food Processors Association
National Fisheries Institute
National Meat Association
National Food Processors Association
National Turkey Federation
National Pork Producers Council
Northwest Horticulture Association
New England Journal of Medicine (reported in the)Scientific
Committee of the European Union
Produce Marketing Association
Scientific Committee of the European Union
United Egg Association
UK Institute of Food Science & Technology
United Fresh Fruit & Vegetable Association
United Egg Producers
United Nation Food and Agricultural Organization (FAO)
U.S. Department of Agriculture
Western Growers Association
World Health Organization (WHO
EMBRARAD faz parte dos grupos abaixo para o desenvolvimento
da irradiação de alimentos no Brasil.
v Faculdade de Ciências Farmacêuticas
da USP - Divisão de Alimentos.
v Comitê conjunto com Ministério da Saúde
Agência nacional de Vigilância Sanitária
para Normatização da Lei de Irradiação
de Alimentos.
O ICGFI (International Consultive Group of Food Irradiation),
patrocinado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS); Food and Agricultural Organization
(FAO) e a Agência International de Energia Atômica
(IAEA) vem estudando a irradiação de alimentos
e fornecendo subsídios tecnológicos e científicos
para a aprovação internacional de irradiação
de alimentos.
Outrossim, o Brometo de Metila,
muito usado na fumigação de alimentos
e importante depletor da camada de ozônio, está
sendo banido do uso mundial. Até 2010 está
sendo esperado o seu afastamento total de uso, no mundo
todo.
A Portaria Interministerial 482, de 16.04.99, em seu
Artigo 7. fez: "Proibir o uso das Unidades de Esterilização
por Óxido de Etileno para esterilização,
reesterilização, reprocessamento ou outros
processos de redução de carga microbiana
de produtos que não sejam materiais e artigos
médico hospitalares." Ministério
da Saúde e Ministério do Trabalho e Emprego.
Fale conosco para saber mais sobre o processo de irradiação
de alimentos.
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